Exposição Coletiva de Arte Contemporânea “True Colors”

by Ana Pérez-Quiroga, Carolina Caycedo, Claudia Andujar, Cristina Ataíde, Fernanda Fragateiro, Helena Almeida, Joana Vasconcelos, Mónica Miranda, Sara & André, Teresa Lanceta
“True Colors” apresenta uma coletiva feminina de artistas contemporâneas de diferentes nacionalidades, que reúne múltiplas vozes, visões e linguagens visuais numa celebração da diversidade, da autenticidade e da liberdade de expressão. A mostra reafirma o papel da arte enquanto instrumento poderoso de questionamento, diálogo e transformação social, promovendo o encontro de perspetivas sobre temas universais e atuais.
Através de um programa curatorial que valoriza não só o reconhecimento de trajetórias já consolidadas, mas também a revelação de novas perspetivas e abordagens inovadoras, a Fundação Vasco Vieira de Almeida reforça o seu compromisso com um mecenato consciente e com a criação de pontes entre culturas, experiências e realidades distintas. Ao acolher esta exposição, a Fundação dá palco a uma arte que pensa, questiona e transforma, contribuindo para a construção de uma sociedade mais aberta, equitativa e plural.
O título da exposição inspira-se na canção “True Colors”, interpretada por Cyndi Lauper na década de 1980, um conhecido hino de autoaceitação, vulnerabilidade e força interior. A metáfora das “cores verdadeiras”, evoca a importância de revelar a essência individual, ultrapassando imposições ou limitações sociais e afirmando a liberdade de sermos quem realmente somos.
Neste contexto, a cor surge como representação não apenas de emoções, mas também de dimensões da identidade e da experiência pessoal. A diversidade de tonalidades na paleta cromática evoca a multiplicidade e a subjetividade, num reflexo da diversidade que caracteriza a condição humana. A exposição pode, assim, ser entendida como uma alegoria de resistência face a papéis de género rígidos historicamente impostos pela sociedade.
A seleção de obras destaca não só o objeto artístico, como também os percursos das suas autoras: mulheres que, pela sua adversidade e trajetória, representam tantas outras e tantos outros discursos artísticos; que trabalham com a simbologia da cor como material de composição, e que, ao longo da sua trajetória, desenvovleram um trabalho de apoio a grupos de mulheres mais fragilizados.
Nesta coletiva, as artistas convidam o público a refletir sobre o lugar da mulher em diferentes contextos culturais, sociais e geográficos. A exposição desenvolve-se em múltiplas camadas de leitura e informação, onde a beleza e a simplicidade se articulam com uma reflexão crítica que ecoa o espírito da canção que lhe dá nome: símbolo de coragem e de força de (muitas) mulheres (artistas).
Coordenação e produção:
Maltilde Horta e Costa, Board Member da Fundação Vasco Vieira de Almeida e Corporate Affairs Director da Vieira de Almeida
Curadoria e design do espaço expositivo:
Verónica de Mello
Exposição integrada no programa oficial da ARCO para Collectors